sábado, 16 de maio de 2009


* Subtítulo é da letra: "Som de preto" de Amilkar e Chocolate.


Equipe da exposição:

AGRADECEMOS A PRESENÇA DE TODOS!!!


Centro de Ciências Humanas e Sociais - CCH - UNIRIO (espaço externo)
Av. Pasteur, 458. URCA – Rio de Janeiro - RJ


Este projeto é resultado de disciplinas do curso de Museologia que proporcionam a produção e a montagem de uma exposição curricular e temporária. O tema é escolhido e desenvolvido pelos alunos com a orientação dos professores. O Funk se modificou significativamente desde a sua chegada no Rio de Janeiro. Os ritmos norte-americanos, como o Soul e Miami Bass, foram gradativamente mesclados com contribuições tipicamente brasileiras, mas a bateria eletrônica marca esse período: e caracteriza-se o Funk carioca. O caráter social acompanhou essas transformações, o som do morro desceu ao asfalto e é hoje música de rádio FM.
Desde o arrastão do Arpoador, os funkeiros se transformaram em bodes expiatórios para todos os problemas da cidade. Porém, as mesmas mídias que os viam como demônios faziam da Xuxa a embaixatriz do Funk. Como o Samba e a Jovem guarda, o Funk também é resultado multicultural, e não de gueto, ao qual resiste... Convidamos você a conhecer esse movimento cultural, despir-se dos seus preconceitos e funkear-se, se puder.

Contato e informações: 21-2542-1157 ou 21-2542-3055
funkarioca@gmail.com

Inauguração da exposição - 16.06.2009

NO DISCURSO DE APRESENTAÇÃO:

Reitora: Profª. Malvina Tania Tuttman

Decano do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCH): Luiz Cleber Gak


Diretor da Escola de Museologia - Ivan Coelho de Sá

Professores Orientadores:
Anaildo Bernardo Baraçal e Helena Cunha De Uzed
a


Thainá Castro Costa (Aluna da Equipe)



MC´s da turma...


e os convidados assistindo a apresentação.


Abertura da exposição e visita dos convidados:




O evento teve cobertura da Radio FM 2000 (105,7 FM). Confira os vídeos:




RODA DE FUNK - 16.06.2009

A inauguração da exposição teve a apresentação marcante da RODA DE FUNK liderada por MC Leonardo e grupo APAFUNK:

Veja mais sobre APAFUNK: http://apafunk.blogspot.com/2009/06/exposicao-e-som-de-preto-de-favelado.html


Participação especial de Amilkar e Chocolate:



Performance teatral da MC Xuparina:







ORIGENS DO FUNK

“Hello Crazy People”, dizia o DJ (Disc Jóquei) Big Boy, iniciando os bailes. Diversos ritmos se tocavam como o Blues, o Eletro e o Miami Bass. Assim, o Funk carioca se desenvolveu através de um processo de apropriação, tendo inicialmente em seus bailes músicas estrangeiras que eram “parodiadas” com refrões em português, como forma de diversão. Até que se passou a utilizar uma bateria eletrônica, presente do pesquisador Hermano Viana ao DJ Marlboro e as bases eletrônicas passaram a ser feitas no Brasil. Foi quando o Funk veio com aquele baixo pesadão, o “batidão”, lembrando o surdo da bateria do samba, e o ritmo se firmou. As primeiras letras feitas sobre bases eletrônicas fizeram grande sucesso e foram aos poucos incorporando o Rap (Rythm and poetry), as críticas sociais e passando a ser um veículo de comunicação entre os jovens.

Destacou-se no caldeirão cultural carioca por sua capacidade de romper barreiras sociais e econômicas, em clima de festividade e alegria. “O Funk é uma resposta cínica dos Jovens a uma sociedade sem projetos.” Carlos Alberto da Silva. O GLOBO. O medo do Funk. Rio de Janeiro, 02/07/1995.


Do Blues ao Funk americano

O Funk americano nasceu do Blues, datado do início do século XX que se moderniza e origina o Rhythm and Blues. Em meados de 1960, o Soul torna-se sinônimo de Black Music considerado comercial por músicos negros devido ao consumo excessivo, sobretudo pela população branca. Surge James Brown (1933-2006) com o Funk- arranjos mais agressivos e ritmo mais pesado.

Do Funk ao Hip-Hop

O Funk carioca de hoje sofre grande influência do Hip Hop americano, cujas origens remontam à década de 60 quando, no Bronx, bairro popular de Nova York, o DJ jamaicano Kool-Herc (1955) trazia as festas para as ruas misturando as batidas do Soul e do Funk. Em meados da década de 80, o Hip-Hop que se construía sobre os ritmos do Funk, usando predominantemente as bases e os graves, se encontra com a música eletrônica alemã. O DJ norte americano Afrikaa Bambaataa (1957) e Arthur Baker (1955) passam a mostrar um Hip-Hop diferente que abusa dos instrumentos eletrônicos sobre as bases Funk.

O Scratch – mudança de velocidade na rotação do disco, criando novos arranjos para as músicas, ou ainda arranhar o vinil em sentido anti-horário utilizando as agulhas do toca-discos como instrumento musical. (DJ Grandmasterflash)

Os B-boys – novo estilo de se vestir usando roupas esportivas (nike, adidas, fila), confortáveis para a prática da dança com muito movimento. O

Grafite – novo estilo de expressão e arte em espaços públicos.

Big Boy

Surgem nos anos 70, no cenário carioca, os primeiros bailes chamados "Bailes da Pesada".

Organizados pelo discotecário Ademir Lemos (1946-1998) e o radialista Big Boy (1943-1977).

Vários estilos eram tocados, dentre eles, o Funk.

Gradualmente, o Soul e o Funk foram dominando as

pistas dos Bailes – por terem um ritmo mais marcado e, logo, mais apropriado para a dança – e muitas equipes de som investiram em equipamentos modernos e despontaram no cenário da época.
Dentre elas, Furacão 2000, Pipo’s, Soul Grand Prix, Som Grand Rio, Curtisom, Cashbox e outras.



"Uh! Terêrê"

Em meados da década de 80 começa a adaptação do Hip-Hop, e mais especificamente, do Miami Bass caracterizado por suas batidas fortes.

As letras em inglês não compreendidas pelo público, passaram a ganhar versões em português de acordo com sua sonoridade.

Tais como, a "Melô do Tomate" (Run DMC, You Talk Too Much, 1985) e "Uh! Terêrê" (Tag Team, whoomp!, there it is!, 1993).

Os bailes passam a ser realizados em clubes fixos sob responsabilidade das equipes de som, assim como, o local da apresentação, segurança, som, luzes, ingressos e etc.

Fernando Luis Mattos da Matta, o DJ Malboro ( nasc. ) destaca-se no processo de adaptação/criação do Hip-Hop e do Funk carioca através de uma bateria eletrônica que possibilita a criação de novas batidas e ritmos.


Surge o Funk Carioca


O primeiro disco de Funk produzido no Rio de Janeiro foi o “Funk Brasil 1”(1989) pelo DJ Malboro auxiliado por Abdula ( nasc./ morte)e MC Batata (nasc./morte).
O “Funk Brasil 1” apesar de desconhecido pela mídia, vendeu 250.000 cópias abrindo as portas para um novo mercado de MC’s e DJ’s cariocas.
As letras, inicialmente, tratam de brincadeira e “zoação”. No início da década de 90, surge o Funk Melody nacional, cujas letras são mais suaves e tratam de amor e relacionamentos.
E, o Funk carioca traz uma nova vertente onde incorporam-se o Rap e as críticas de teor social. Sendo assim, um meio de expressão e afirmação da identidade de uma parcela da população que vive as margens da sociedade.


REGISTRE SEU COMENTÁRIO!

MAIS ATUALIZAÇÕES EM BREVE

SE VOCÊ TEM ALGUM MATERIAL SOBRE O FUNK E QUEIRA PUBLICAR MANDA PRA GENTE: funkarioca@gmail.com


FUNK HOJE

DJs brasileiros, como Big Boy, Messiê Limá e, sobretudo, o DJ Marlboro, desenvolveram um som que animava os bailes cariocas no final dos anos 80. Dado o pouco interesse inicial dos meios de comunicação de massa, alguns DJs investiram em produções próprias. Utilizaram fanzines, programas em estações de rádio populares e comunitárias, compraram espaço em canal de TV aberta (como o fez a Furacão 2000), além de criarem gravadoras ligadas às equipes de som, estabelecendo um mercado cultural específico.

Pelo FGV Opinião (Instituto de Pesquisas da Fundação Getúlio Vargas), o funk movimenta 127 milhões de reais por ano e que o número de pagantes nos bailes chega a 1 milhão, nos quase 900 bailes promovidos por mês, em todo o estado.

Como o mundo do entretenimento é feito de novidades, o ritmo invadiu as boates da zona sul do Rio e as letras das músicas caíram no gosto dos jovens da classe média:

a batida do Funk é reflexo da intensidade de um público, heterogêneo e dinâmico, em uma sociedade em eterna mutação...





Cantora MIA na revista VOGUE
http://www.miauk.com/

Mc Deize Tigrona
http://www.revistaogrito.com/page/05/05/2008/deize-tigrona/


Mc Leozinho canta com Roberto Carlos.
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2006/12/06/286921574.asp


Mc Catra em Londres

LETRAS E MUSICAS

Os críticos comentam de uma pobreza rítmica e melódica do “rap de morro”, só repetindo as queixas feitas diante do surgimento do Rock, do Soul, do Punk, do Samba, ou de tudo aquilo que não consegue entrar na sua preestabelecida cartilha de “música de qualidade”. O Funk carioca tem um estilo próprio de letras e ritmos, liberdade de criação, não seguindo o padrão gangsta norte-americano e não se assemelhando a outras vertentes brasileiras. As letras carregam as expressões de seus consumidores e produtores, mostrando a realidade dos problemas que vivem e os desejos que possuem, e passando a refletir com clareza as transformações do movimento, tal qual a ascensão de mulheres como MCs (Master of Ceremony). Por ter seu berço no meio daqueles que estão à margem do processo cultural institucionalizado pelas elites e por ser capaz de se construir, existir e se manter sem o apoio delas, sofre inúmeros preconceitos, sendo seus integrantes associados à criminalidade, assim como aconteceu com o samba, inicialmente considerado como caso de polícia.



“Entre nessa onda
Funk funk DJ
Entre nessa onda
Funk funk DJ”

Entra nessa onda, mc batata

“E o povo tá ligado no compasso dessa dança
Esse ritmo é gostoso
Até defunto se levanta
Vem prá cá dançar
Vem no compasso dessa dança
Vem nesse ritmo até defunto se levanta
É só soltar o corpo
Se deixar leva”

Entra nessa onda, mc Batata

“Nesse mundo tão confuso
Nosso amor foi existir
eu só vejo uma saída
Deixar a paixão fluir”

Melo do Príncipe, Dj Marlboro E Guilherme Jardim

“Quando eu vou na praia sempre madrugo na estação
Pra esperar o trem que anda sempre lotadão
Embarco na marra, a viagem é uma barra
Por isso na praia sempre faço a maior farra”

Melo do Farofeiro, (DJ Marlboro/ JVC/ Bi MC)

“Numa loja na cidade
eu fui comprar um fogão
Mas me assustei com o preço
E fiquei sem solução
Eu queria um fogão
Quando ia desistir
Um amigo me indicou
A Feira de Acari” Feira de Acari, (DJ Marlboro e DJ Pirata)

“Eu estava lá no baile quando eu encontrei uma
mulher feia, cheira mal como urubu
E o que ela queria eu logo saquei,
por que
Ei mina
Entre numa
Sai dessa
Essa mina tá imunda
já fazia mais de um mês”

Melo da Mulher feia, (DJ Marlboro/Abdulah e Nirton)

“Só você que me fascina, só você que me alucinaSó você que me faz delirar, com o seu jeito de amar”
(Latino)

“A onda do funkeiro meu amigo agora éDe Nike, ou Reebok ou Puma estão no pé De bermuda da Cyclone ou então da TDKBoné da Hang-Loose, da Chicago ou Quebra-Mar (...)Outra novidade é o Mizuno que abalouO tênis é responsa, é só andar muda de corExistem várias marcas, você vai se amarrarBy Toko, Alternativa, Arte Local ou TCKAnonimato amigo abala de montãoKK é super shock, mas me amarro na ToulonInventaram o Le Cheval, que atrás tem uma luzinhaChinelo trançado da Redley, Toper, RainhaSou o MC Rogério, Marcelo sangue-bomMoramos em Manguinhos E cantamos com emoção”

Rap das marcas/ Mc Marcelo e Mc Rogério

“Bermudão da Ciclone, marca original Meu cap importado é tradicional Se ligue nos tecidos do funkeiro nacionalA moda Rio-Funk melhorou o meu astralQual a diferença entre o Charm e o FunkUm anda bonito o outro eleganteQual a diferença entre o Charm e o FunkUm anda bonito o outro elegante”

Rap da Diferença II / Mc Dollores e MC Marquinhos

“Calça da Gang toda a mulher qué, uns R$:200 pra deixa a bunda em pé.”

Calça da Gang, DJ Pedro Marins


“Vou trazer de volta o funk da antiga
que é contra violência, que é contra briga...
que é contra o preconceito e contra a fome. contra
fome
Pois é, pois se o Brasil já se manifesta,
o funk carioca comandando a festa
o funk nacional virou funk internacional”

Funk Nacional, Mc Cidinho e Mc Doca

“Minha cara autoridade eu já não sei o que fazer
Com tanta violência eu sinto medo de viver
Pois moro na favela e sou muito desrespeitado
A tristeza e alegria que caminham lado a lado”

Rap da Felicidade, MC Cidinho e Mc Doca

“Eu faço uma oração para uma santa protetora
Mas sou interrompido a tiros de metralhadora
Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela
O pobre é humilhado, esculachado na favela
Já não agüento mais essa onda de violência
Só peço autoridades um pouco mais de competência”

Rap da Felicidade, Mc Cidinho e Mc Doca

“Diversão hoje em dia nem pensar
Pois até lá nos bailes eles vem nós humilhar
Ficar lá na praça que era tudo tão normal
Agora virou moda a violência no local
Pessoas inocentes que não tem nada haver
Estão perdendo hoje o seu direito de viver
Nunca vi cartão postal que se destaque uma favela” Rap da
Felicidade, Mc Cidinho e Mc Doca

“O gringo vem aqui e não conhece a realidade
Vai pra zona sul pra conhecer água de cocô
E o pobre na favela vive passando sufoco
Trocaram a presidência uma nova esperança
Sofri na tempesdade agora eu quero abonança”

Rap da Felicidade, Mc Cidinho e Mc Doca

“Povo tem a força, precisa descobrir
Se eles lá não fazem nada faremos tudo daqui”

Rap da Felicidade, Mc Cidinho e Mc Doca

“Eu só quero é ser feliz
Andar tranqüilamente
Na favela onde eu nasci
E poder me orgulhar
E ter a consciência
Que o pobre tem seu lugar”

Rap da Felicidade, Mc Cidinho e Mc Doca

“Favela não é só crime, favela também é arte
Isso está provado ouvindo em toda parte.”

Favela também é arte, Mister Catra

“Só queremos liberdade, saúde, justiça e paz.
Enquanto se come bem na casa de um bacana
O pobre agradece a Deus, quando tem pão com banana.
E a elite escuta isso e diz que é exagero
Pois não vive o dia-a-dia à beira do desespero.

Mister Catra

“Porque era só mais um Silva que a estrela não brilha
Ele era funkeiro, mas era pai de família.
Era só mais um Silva que a estrela não brilha
Ele era funkeiro, mas era pai de família.”

Rap do Silva, Mc Bob Rum

“Amor, eu quero sempre estar ao seu lado,
Te fazer carinho, ser seu namorado.
Quando eu estou em casa, só fico pensando
Por onde você deve de estar andando.
Todo mundo nessa vida teve uma paixão,
Mas foi ela que conquistou o meu coração.”

Rap da estrada da posse, Coiote e Rapozão

“Mas o meu funk continua abalando
E cada dia que passa vai se modernizando
A massa da antiga e a nova geração
Humildemente vem cantando esse refrão
Pois até hoje o nosso funk está por cima
Ai que saudade que eu tenho do meu funk da antiga
Se tu não curtiu dj's no vinil então perdeu o melhor funk do Brasil”
Funk da Antiga, Mc Marcinho

“A massa se reúne, em um motivo só
Dançar a dança do cangurú e da cabeça
E dançar a dança da bundinha não se esqueça ”

Rap do Salgueiro, Claudinho e Buchecha

“É hora do funkeiro demonstrar o seu valor
Anunciar ao mundo a nobreza do amor
As galeras irão se unir diante do prazer
Solte essa riqueza que existe em você”

Rap do Salgueiro, Claudinho e Buchecha

“Massa funkeira, não me leve a mal
Vem com paz e amor curtir o festival.
O festival daqui é muito bom
O festival é um jogo de emoção.”

Rap do festival, Mc danda e Mc Tafarel

“Hoje estou aqui humildemente pra falar
É sobre os bailes funks que vem pra ficar
Os clubes andam lotados amigo você pode crer
O movimento funk é uma arte de viver”

Fazenda dos Mineiros, Mc Sargento


“falei com Dj Pra fazer diferente botar chapa quente pra gente
dançar
Me diz quem é a menina que dança e fascina, que
alucina querendo beijar”

Ela só pensa em beijar, Mc Leozinho (cantado por Roberto Carlos)

“Eu viajei no teu corpo descobri o teu gosto
deslizei no seu rosto só pra te beijar
me dê uma chance quem sabe esse lance
vai virar um romance e a gente vai namorar”

Ela só pensa em beijar, Mc Leozinho (cantado por Roberto Carlos)

“Quero te encontrar
Quero te amar
Você pra mim é tudo,
Minha terra, meu céu, meu mar”

Quero te encontrar, Claudinho e Buchecha (cantado por Kid Abelha)

“Só love, só love
Só love, só love
Só love, só love, só love, só love“

Só love, Claudinho e Buchecha (cantado por Kid Abelha)

“Eu não existo longe de vocêE a solidão é o meu pior castigoEu conto as horasPra poder te verMas o relógio tá de mal comigoPor quê? Por quê?”
Fico assim sem você, Abdullah / Cacá Moraes
(cantado por Adriana Calcanhoto/ Partipim)


“Funk-se quem puder
É imperativo dançar
Sentir o ímpeto
Jogar as nádegas
Na degustação do ritmo”

Funk-se quem puder, Gilberto Gil ( não é um funk, mas é uma música quem faz mensão ao ritmo.)

“O nosso som não tem idade, não tem raçaE não tem corMas a sociedade pra gente não dá valor”
Som de preto, Almicar e Chocolate

“Se existia o lado ruim hoje não existe maisPorque o funkeiro de hoje em dia caiu na realEssa história de porrada isso é coisa banal”
Som de preto, Almicar e Chocolate

“É som de preto, De favelado, Mas quando toca ninguém fica parado” Som de preto, Almicar e Chocolate

“Sacode e balança que hoje tudo é festa
Vem dançar, vem curtir, ta tudo numa boa
É pra mim, pra vc, é pra qualquer pessoa
Se tem clima de festa então chega pra cá
Solta o corpo, agita e vem balançar”

Tudo é festa, Mc Marcinho

“O caldeirão do funk
Já tá quente vai ferver,
Sacode vai quebrando,
Tá na hora de mexer,
O pancadão rolando,
Assim não dá pra segurar,
É suwing na veia,
Tá no meu DNA,”

Caldeirão do funk, Mc Marcinho

“O funk do meu rio se espalhou pelo Brasil
Até quem não gostava quando ouviu não resistiu”

Glamourosa, Mc Marcinho

“Se tu não curte o funk pode crê ta de bobeira
Bote uma beca esperta e se junte a massa funkeira”

Glamourosa, Mc Marcinho

“O pão-de-ló, brevidade da vovó O fondue, o mocotóPavaroti, XororóMinha Eguinha PocotóNinguém vai escapar do póSua boca e seu loló Tudo vira bosta”
Tudo vira bosta, cantado por Rita Lee.


Noticias e Reportagens
















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INTERNACIONAL

http://veja.abril.com.br/070905/p_122.html

Cantora M.I.A - http://www.miauk.com/

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Documentários

Mr.Catra cantando funk em hebraico com duração de 45 segundos. ASSISTA: http://www.youtube.com/watch?v=IUssJhyKXtM
Ano 2004 Duração 20 minCor ColoridoBitola VídeoPaís Brasil
Gravações antigas, fotografias, videografismo e depoimentos de profissionais de rádio contam a trajetória profissional do radialista Big Boy. A revolução da linguagem radiofônica, a criação do Baile da Pesada e o garimpo musical de Big Boy pelo mundo afora são exemplos do dinamismo desse personagem que, nos anos 60 e 70, viveu à frente de seu tempo.
ASSISTA: http://www.portacurtas.com.br/filme_abre_pop.asp?cod=1967&Exib=2573
Cante um Funk para um Filme
Gênero Documentário
Ano 2007 Duração 22 min / Cor Colorido Bitola Vídeo País Brasil
Através de faixas espalhadas pela cidade de Nova Iguaçu na Baixada Fluminense, procurando pessoas para cantar um funk para um filme, o documentário faz um registro sobre a importância subjetiva dos mais de 20 anos de funk carioca na vida das pessoas. ASSISTA: http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=5207

Glossário

Baile de comunidade – Diferentemente dos bailes de clube, este tipo de baile, realizado no interior das favelas do Rio de Janeiro, se especificava pelo caráter não violento, no que contrastava com o “de corredor”.

Baile de corredor – Era realizado em alguns clubes, caracterizando-se pelo confronto entre as galeras.

Base - Nota musical fundamental; tônica.

Batida – termo utilizado para a melodia do funk, fazendo menção à forma com que o DJ a toca ou a compõe.

B-boy – público hip-hop e seu estilo indumentário. Possuem verdadeira adoração por marcas esportivas.

Black music - Anglicismo que designa alguma música, tipicamente norte-americana, feita para pessoas negras. Ex: o hip-hop, a disco, o Soul, o Funk (o norte- americano).

Big Boy - pseudônimo de Newton Alvarenga Duarte (1/06/1943 – 7/03/1977), foi o mais importante disc-jóquei de sua época, responsável por uma verdadeira revolução na rádio brasileira. Como locutor, introduziu uma linguagem jovem, mais próxima do público que o ouvia. Seu “hello crazy people!”, a maneira irreverente como saudava os ouvintes, tornou-se marca registrada de um estilo próprio, descontraído, diferente da voz empostada dos locutores de então.

Blues - estilo musical vocal e/ou instrumental fundamentado no uso de notas tocadas ou cantadas numa frequência baixa, com fins expressivos, evitando notas da escala maior, utilizando sempre uma estrutura repetitiva. Surgiu nos Estados Unidos, a partir dos cantos de fé religiosos, chamados spirituals e de outras formas similares, como os cânticos, gritos e canções de trabalho, entoados pelas comunidades dos escravos libertos, com forte raiz estilística na África Ocidental. Suas letras, muitas vezes, incluíam sutis sugestões ou protestos contra a escravidão ou formas de escapar dela.

DJ - Anglicismo, derivado do inglês Disc Jockey. O DJ é quem toca os discos no baile, misturando um com outro, para produzir um fluxo constante de música. Originalmente, os DJs tocavam com discos de vinil. Nos bailes funk do Rio, em especial, eles tocam com CDs, mini-discos, e MPCs (MPC = music production center, ou centro de produção musical, uma máquina para fazer música).

Equipe - Tradução da palavra inglesa soundsystem - grupo de pessoas levadas pelo DJ, MC e oradores, para fazer um baile.

Fanzine - Publicação de imprensa alternativa, geralmente dedicada a assuntos musicais e a outras manifestações culturais.

Funk - estilo bem característico da música negra norte-americana, desenvolvido a partir de meados dos anos 1960, por artistas como James Brown e por seus músicos, especialmente Maceo Parker e Melvin Parker, a partir de uma mistura de soul music, soul jazz e R&B (Rythm and Blues).

Funk Carioca - Estilo de música simples e vigoroso, originário dos Estados Unidos.

Funk Light - Estilo de funk com mais sucesso comercial, cujas letras não são controvertidas e o som é menos forte, mais como pop.

Funk Melody - Também conhecido como funk brega, rap romântico de grande sucesso na indústria fonográfica.

Funk Proibidão - Estilo de funk com letras sobre as facções criminosas do tráfico.

Funk sexual ou sensual - Estilo de funk com letras de teor sexual.

Funkeiro - adepto do funk (do gênero carioca); seja da música, seja do estilo de vida.

Galera ou Mulão – Grupo de amigos que, se não moram próximos, pelo menos freqüentam os bailes e praias juntos, estabelecendo laços de solidariedade.

Grave - Designativo do som produzido por pequeno número de vibrações.

Gospel - Estilo musical caracterizado pelas letras com mensagens religiosas e ritmos variados.

Laço - Uma parte de uma canção isolada e que pode ser repetida.

MC - Anglicismo, derivado do inglês Master of Ceremonies. Na cultura do hip-hop, o MC é a pessoa que canta ao vivo, com música fornecida pelo DJ. Miami Bass - Estilo de hip-hop norte-americano com uma base mínima, uma batida eletrônica, de baixo muito profundo.

Música eletrônica - é toda música criada ou modificada através do uso de equipamentos e instrumentos eletrônicos, tais como sintetizadores, gravadores digitais, computadores ou softwares de composição. A forma de composição é geralmente intuitiva e muitas vezes podem ser feita até mesmo por pessoas com pouca experiência musical. Os softwares são desenvolvidos de forma a facilitar a criação.

Pancadão ou batidão - gíria usada para a batida seja voltmix ou tamborzão.

Ex: "Solta o pancadão, DJ", quer dizer "Solta à batida, DJ"

Rap - Iniciais de rythm and poetry. Tipo de música falada e ritmada, acompanhada geralmente pela bateria eletrônica, pelos sintetizadores, pelos samplers controlados por um DJ. Produzida por funkeiros e b boys sobre, geralmente, bases norte-americanas. A diferença está no conteúdo das músicas e no tipo de base utilizada.

Rhythm and blues - versão negra de um predecessor do rock, que utiliza instrumentos como guitarra elétrica, piano, vocais, bateria, contrabaixo, saxofone.

Sampler - Instrumento que grava digitalmente qualquer som, que pode ser tocado com auxílio de teclado, bateria eletrônica ou computador. Da mesma forma que fazem com o scratch, freqüentemente os funkeiros e hip-hoppers usam o sampler para “piratear”, “colar” sons nas músicas.

Scratch - Utilização de toca-discos como instrumento musical, destacando determinadas partes de uma canção ou movimentando os discos no sentido anti-horário, de modo a produzir o som de arranhado.

Soul (do inglês alma) - gênero musical dos Estados Unidos, que nasceu do rhythm and blues e do gospel, no final da década de 1950 e início da de 1960, entre os negros.

Tamborzão – batida feita com som de tambores, atabaques ou outros instrumentos de percussão, feita por DJ's brasileiros.

Voltmix - versão instrumental de uma música feita por um DJ americano (808 Voltmix - Dj Battrey Brain).


REFERENCIAS

HERSCHMANN, Micael. O funk e hip-hop invadem a cena. Glossário. RJ: Ed. UFRJ. 2ª Ed. 2005. p. 287-289.

Entrevista com Dj Amazing.

SÉCULO XXI. Glossário Hip Hop/ Funk. Disponível em: <http://www.multirio.rj.gov.br/sec21/chave_artigo.asp?cod_artigo=673> Acesso em: 8 mai 2009.

SÉCULO XXI. Glossário Hip Hop/ Funk Disponível em: <http://www.multirio.rj.gov.br/seculo21/texto_link.asp?cod_link=673&cod_chave=1&letra=h> Acesso em: 8 mai 2009.

Disponível em: <http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=gospel> Acesso em: 8 mai 2009.

Disponível em: Acesso em: 8 mai 2009.

WIKIPÉDIA. Blues. Disponível em: Acesso em: 8 mai 2009.

Disponível em: Acesso em: 10 mai 2009.

Disponível em: Acesso em: 10 mai 2009.

Disponível em: Acesso em: 11 mai 2009.

MICHAEL. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. Disponível em: Acesso em: 12 mai 2009.

WIKIPÉDIA. Soul. Disponível em: Acesso em: 12 mai 2009.

WIKIPÉDIA. Funk. Disponível em: Acesso em: 16 mai 2009.

WIKIPÉDIA. Música Eletrônica. Acesso em: 16 mai 2009.


Ficha Técnica

COORDENAÇÃO - PROFESSORES:
Anaildo Bernardo Baraçal
Helena da Cunha Uzeda

EXECUTORES - ALUNOS:
Aline Pessôa da Ascenção
Aline Costa S. Cadaxo
Bruno Pereira Silva
Daniella Gomes Moreira
Ingrid Fiorante
Kalindi DeviDias Lopes
Lucas Lopes
Luciana Silva Camara da Silva
Marcella Monteiro Borel

Maria Fernanda Candeias
Mariana Gonzalez L. Novaes
Nathália de Farias Chiappani
Paloma Bensabat Calvano
Pedro Colares da S. Hejinger
Priscilla Mataruna dos Santos
Rodrigo Cesar S. Mattos
Tatianne Simões Neves
Thainá Castro

Pesquisa

Referências

ECO, Umberto. Apocalípticos e integrados. São Paulo: Perspectiva. 1979.
HERSCHMANN, Micael. O Funk e o Hip-Hop invadem a cena. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2005. 2 Ed.

LAIGNIER, Pablo. O Funk Carioca como Elemento Cultural da Alteridade no Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.projetosexperimentais.com/artigos/PabloLaignier.pdf.> Acesso em: 10 out. 2008.


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